Sim, eu vou votar!
- Evas com K

- 12 de nov. de 2020
- 2 min de leitura

Falar de política e requer no mínimo abertura a diálogos, hoje nos encontramos em uma situação onde a falta de conhecimento e informação nos deixa alheios às discussões e decisões importantes. Este conhecimento deveria ser amplo e irrestrito a toda a população, sem restrição alguma, contudo ainda é marcado por distinção de gênero, raça e classe social e isso põe em cheque representatividade das grandes massas.
Até o início dos anos 30, apenas homens ricos e na sua maioria brancos tinham o direito de votar. O direito das mulheres em escolher seus representantes foi garantido em 1932, através do decreto 21.076 do Código Eleitoral Provisório, depois de uma intensa campanha nacional. O Dia da instituição do direito de voto da mulher, que aconteceu em 1930, porém foi só em maio de 1933 que a mulher conquistou esse direito, resultado de mais de 100 anos de luta. Ainda encontrando várias restrições, este direito, primeiramente foi concedido apenas as mulheres solteiras que tivessem renda própria, as viúvas ou as mulheres casadas que tivessem a autorização do marido. Estas restrições acabaram em 1934, e a obrigatoriedade do voto feminino aconteceu em 1946. Ainda assim, o Brasil pode ser considerado um dos pioneiros em relação ao voto feminino, pois em Países como Argentina e França só o fizeram na década de 1940, e Portugal, Suíça, na década de 1970.
Desde o início da República, mas mulheres reivindicam seu lugar no mundo público, sofrendo as mais variadas críticas baseadas em argumentos ineficazes como “incapacidade feminina” ou sendo alvo de piadas e zombarias das mais pejorativas como forma de inibir seu avanço na área política. A conquista do voto feminino foi um meio para atingir outros fins como o reconhecimento da sua cidadania através do direito de votar e serem votadas.
Com a consolidação da participação feminina nas eleições, a mulher passou a conquistar cada vez mais o seu espaço no cenário político brasileiro. Hoje, há mulheres em todos os cargos eletivos. Ainda assim, mulheres somam 52,49% do eleitorado e ocupam apenas 13,5% dos cargos de vereadoras e prefeituras de todo o país. Já passou da hora de mudarmos esse quadro e aumentar a participação feminina nas cadeiras de que cargos do poder público para que possam atuar nas diversas causas sobre as quais temos maior e melhor conhecimento, como igualdade de gênero e racial, saneamento básico, ensino público de qualidade entre tantos outros assuntos que dominamos há anos, graças a imposição histórica a que fomos subjugadas. Mas este é assunto para outro momento.

Domingo, dia 15 é mais um dia para exercermos esse direito conquistado depois de muita luta. Sejamos críticas, como somos maioria, está em nossas mãos o poder de mudar a realidade do número de cadeira do legislativo.
Referencias:
https://tse.jusbrasil.com.br/noticias/100373969/ha-80-anos-mulheres-conquistaram-o-direito-de-votar-e-ser-votadas
https://migalhas.uol.com.br/quentes/274136/cidadania-da-mulher--a-conquista-historica-do-voto-feminino-no-brasil




Comentários