Não se acostume...
- Evas com K

- 30 de set. de 2020
- 2 min de leitura

Podemos nos acostumar com muitas coisas, afinal, o ser humano é um ser adaptável, capaz de se refazer das mais diversas situações e se sair bem em todas elas, mas o que não podemos nos permitir jamais é nos acostumar ao que nos faz mal. Não podemos e não devemos nos acostumar a dor...
Nesses tempos de pandemia, estamos tendo que nos adaptar. Adaptar-se aos cuidados de higiene, o uso do álcool em gel, quando não for possível lavar as mãos, o uso de máscaras num país tropical, onde as pessoas estão acostumadas a andar a vontade por aí, dado o calor que faz diariamente na maioria das cidades. Se adaptar em ver lugares fechados, vazios onde antes comportavam grande número de pessoas, festivas comemorando os mais diversos motivos a se comemorar, se adaptar a não fazer os passeios que fazíamos antes, os amigos que já não podemos abraçar idosos tendo que se isolarem os netos que não os podem visitar... Se adaptar a sentir saudade, saudade de “aglomerar”. São muitas adaptações, tantas coisas a que estamos tendo que nos acostumar e, que nunca havíamos imaginado, mas uma coisa é bastante preocupante, a capacidade em se adaptar as perdas.
Muito se tem falado em um novo normal, e que a vida não voltará mais ser ao que era antes, isso com certeza, afinal, a pandemia afetou de diversas formas a vida de muitas pessoas e levou a vida de tantas outras... Vemos famílias inteiras devastadas pela perda de seus entes queridos. E quantos mais ainda não perderão suas vidas, afinal, a pandemia ainda não terminou!
O que temos visto ultimamente são pessoas se reunindo em comemoração, vivendo suas vidas normalmente, sem nem ao menos ter o mínimo de cuidado consigo e com as outras pessoas como se estivesse tudo bem, mas não está! Os números de mortos têm aumentado diariamente e o que a principio nos causava espanto e comoção agora parece algo natural da vida, mas não podemos esquecer que os números de mortes que aumentam diariamente são vidas! São pessoas, são famílias!

Ver uma pessoa andando na rua sem máscara é triste por ver sua falta de cuidado e proteção, mas também a falta de valorização pela vida do outro. A recomendação do uso de máscara em estabelecimentos não é algo inventado para que o dono do lugar fique seguro, é para a segurança de todos, colocar a máscara somente ao entrar num determinado lugar é fazer com que pessoas cumpram regras, que na verdade nem precisariam existir se houvesse entre elas mais consciência social.
O uso dos equipamentos de proteção, no caso a máscara, tem representado um sinal de respeito e amor ao próximo, afinal usá-la não se trata apenas em cuidar de mim, mas deixar claro que me importo também com aqueles a minha volta. As situações de isolamento, não preservam somente a mim, mas a todos aqueles que amo. Deixar de realizar algumas das atividades de que gostávamos é um pequeno “sacrifício” de abdicar do hoje por um amanhã. Abrir mão das festas hoje, para que juntos possamos comemorar amanhã! E melhor ainda, em segurança!



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