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Outubro Rosa

  • Foto do escritor: Evas com K
    Evas com K
  • 26 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

A campanha do Outubro Rosa deste ano teve como slogan: “Quanto antes melhor”. A Sociedade Brasileira de Mastologia realizou a campanha online devido a pandemia e a proposta é uma mudança de hábitos, para uma vida saudável em todos os aspectos. Quanto antes melhor se cuidar, praticar atividade física, alimentação saudável, saúde mental em dia, acompanhamento com seus médicos, realizar mamografia anualmente. Todos esses quesitos devem ser seguidos para que a mulher tenha uma melhor qualidade de vida. No entanto, existe uma grande preocupação por parte da SBM relacionado a cobertura dos exames no território nacional. Antes da pandemia, os exames realizados pelo SUS cobriam 20% da população, diga-se de passagem, bem abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 70%. Com a pandemia piorou. A cobertura foi bem abaixo da população alvo da campanha. Em 2018 e 2019 2,1 milhões de pessoas procuraram as unidades de saúde para realizar a mamografia. Em 2020, até julho, somou-se 1,1 milhão de exames. A pandemia foi o principal fator prejudicial para a procura e a redução de 45% do exame entre mulheres de faixa etária entre 50 e 69 anos pode trazer um resultado desfavorável, com a possibilidade de aumento do tumor e menor chance de cura. Estamos muito preocupados com a questão do tratamento postergado e o diagnóstico tardio. Por isso, enfatizamos que as mulheres não podem deixar de fazer seu tratamento ou seus exames. O atendimento nas unidades está sendo feito de maneira segura e as mulheres devem retornar a sua rotina de agendar sua consulta e exames”, afirma Dr. Vilmar Marques, presidente da SBM, completando que atualmente as pacientes correm menos risco nos hospitais do que quando estão no supermercado, salão de cabeleireiro ou shopping.

Outra questão problemática é a distribuição de mamógrafos no País. Segundo autoridades não falta equipamentos, porém os existentes concentram-se em sua maioria nas capitais e grandes cidades. Com isso o público alvo das pequenas cidades está prejudicado, impossibilitadas de realizar o exame de maneira rápida. Existem alguns fatores que podem explicar esse baixo número de mamografias, como dificuldade das mulheres de receberem o pedido para o exame no primeiro atendimento, ainda no posto de saúde; a falta de qualificação dos profissionais do pronto-atendimento, que muitas vezes as encaminham para lugares distantes de suas residências; dificuldade de deslocamento (quando precisam realizar o exame longe de suas residências); mamógrafos quebrados ou em manutenção; e a falta de técnicos habilitados para manusear o equipamento. “O Brasil é um país de dimensões continentais e são vários os problemas que levam a esse baixo índice de mamografias”, explica Dr. Vilmar.

Percebemos que a Campanha é bem apropriada, uma vez que não são todas as mulheres que são assistidas, ou seja, o caminho é orientá-las a se cuidarem, manter um padrão saudável de exercícios e alimentação.

Sabemos que não é somente pelo Covid-19 que muitas mulheres não realizam os exames. São muitos os empecilhos para que elas possam fazer valer os seus direitos.

Mulher, cuide-se. É seu direito realizar o exame! Mas zelar pela sua saúde é melhor ainda. Se ame! Quanto antes melhor!

Fonte: Rastreamento mamográfico despenca no Brasil. Sociedade Brasileira de Mastologia. Rio de Janeiro, 08 de outubro de 2020. Disponível em: https://www.sbmastologia.com.br/noticias/rastreamento-mamografico-despenca-no-brasil/



 
 
 

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