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A História das Máscaras

  • Foto do escritor: Evas com K
    Evas com K
  • 20 de jul. de 2020
  • 5 min de leitura

O uso de máscaras ao longo do tempo possui história própria, desde sua função a utilização delas em teatros, rituais ou de maneira preventiva. Seja qual for o objetivo de seu uso, as máscaras fazem parte da história da humanidade e evoluíram com ela, seja na estética ou no uso de materiais em sua confecção até a sua simbologia. Nos dias atuais as máscaras possuem a função de proteger, feitas com materiais diversos que garantem diferentes níveis de proteção, podemos dizer que as máscaras hoje são símbolo de amor. Usar máscara é uma forma de demonstrar cuidado consigo e com o outro, é ter empatia.

O uso das primeiras máscaras a que se tem registro, foi feito pelo homem primitivo por volta de 9.000 a.C., contudo engana-se quem pensa que o uso dela atualmente remete aos primórdios. O uso de máscaras é uma evolução no sentido de cuidados e proteção na tentativa de conter o vírus que mundialmente toma força. A parte primitiva se dá na desinformação e ignorância popular quanto à recusa de seu uso. O uso de máscara não tem a recomendação e obrigatoriedade somente ao entrar em estabelecimentos, ao andar em vias públicas, no contato mais próximo entre pessoas, mas sim como uma ferramenta de cuidado a saúde de quem a usa e das pessoas que com ela mantém contato, por isso tirar a máscara toda vez que sair de um estabelecimento, ou não seguir as recomendações de saúde em relação ao seu armazenamento, higienização ou uso, é expor-se e expor outras pessoas ao perigo. É ruim, não é nada confortável, no entanto é necessário.


As máscaras há muito fazem parte de nosso cotidiano. Entre os super-heróis retratados no cinema, servem muitas vezes para manter no anonimato sua real identidade. Na Grécia antiga, remetendo às festas Dionisíacas, foram incorporadas ao teatro, onde representavam os principais gêneros teatrais, a comédia e a tragédia. Nas festas, se apresentam com charme e estilo em bailes de máscara, ou em festas religiosas representando personagens do bem e do mal. No halloween, celebração de origem Celta, as máscaras e fantasias eram utilizadas por eles a fim de não serem reconhecidos como humanos, como uma maneira de enganar os mortos, de se camuflar entre eles, em determinada época do ano, em que os Celtas acreditavam estar vulneráveis aos espíritos.

A China, país de origem do Covid-19, em suas crenças utilizava máscaras com o intuito de afastar maus espíritos e, posteriormente como forma de prevenção a poluição, já que o país é um dos que mais polui, e as partículas toxicas na atmosfera são constantes, piorando em muito a qualidade do ar e aumentando os problemas respiratórios. Com a origem do Covid-19, o uso de máscaras está ainda mais em alta no país, que mesmo tendo seus índices de poluição reduzidos por conta das medidas tomadas durante a pandemia, agora enfrenta outro problema ainda mais alarmante e letal. O coronavírus devastou o país e fez com que os chineses elegessem as máscaras como assessório essencial em suas vidas, até mesmo porque já fazem uso delas há muito tempo.

Falando em assessório, no Brasil, as máscaras são muito utilizadas em festas religiosas, e em festas pagãs como o carnaval, em suas mais diferentes representações. Com o aumento da propagação do Corona vírus, a nível mundial e em especial no Brasil, medidas de segurança foram tomadas, e entre elas o uso de máscaras está sendo obrigatório, isso tudo sem perder o estilo e elegância, é claro. O povo brasileiro como criativo que é, tem se reinventado e junto reinventado as máscaras. A cada momento surgem novos modelos, para todos os gostos e idades, capazes de combinar com a roupa, estilo e até mesmo ambiente em que seu usuário possa estar. O que não vem combinando muito bem é a inflexibilidade de alguns, que mesmo com tanta informação a cerca da necessidade do uso de máscaras continua brincando de “especialista’. As máscaras estão sendo combinadas com tudo sim, mas tem algo com que elas jamais irão combinar, com o desrespeito e a ignorância.


Alguns países Asiáticos, já estão acostumados com o uso de máscaras, por isso sua adaptação durante a pandemia se deu de forma tranquila e natural, enquanto que para nós, especificamente no Brasil, as máscaras como proteção, eram comumente utilizadas por profissionais da área da saúde, e mesmo essa área não estava preparada para a situação pandêmica que vivemos, com isso muitos profissionais sofreram e sofrem com a falta de equipamentos de segurança. Aqueles que estão na linha de frente, e que sabem bem das necessidades de cuidados, por vezes necessitavam de material de proteção e não o tinham, enquanto isso e população se recusam em se adaptar ao uso de máscaras mesmo sabendo da importância de sua utilização. A inflexibilidade de alguns, “beira” ao desrespeito daqueles que gostariam de estar protegidos, mas precisam atuar diretamente com doentes sem a oferta de uma proteção devida.

A utilização de máscaras protetivas, foi utilizada e tornou-se bastante conhecida durante a peste negra ou bubônica. Como se não bastasse a peste, os médicos vestiam-se de forma icônica, com aparatos que chegavam a ser assustadores, exaltando ainda mais a situação mórbida da época. A intenção das vestes e, sobretudo da máscara, era de proteger os médicos da época, contra o miasma (odores pútridos). Esses odores eram tão fortes que chegavam a serem nauseantes, por isso as máscaras, em formato de bico de pássaro, com 15 cm de comprimento, na época acreditava-se que a praga se espalhava através do ar e, que a máscara nesse formato de bico, onde na ponta do bico eram colocadas uma mistura com mais de 50 tipos de ervas e outros componentes como canela e mel, funcionaria como uma espécie de filtro, purificando o ar ao longo do comprimento da máscara, antes que esse chegasse até as narinas e fosse absorvido pelos pulmões.

Logicamente, que as vestes e máscaras não tinham eficácia contra a doença, e sua real causa só foi descoberta posteriormente com a descoberta e o estudo sobre bactérias, e ainda que a peste foi transmitida especificamente pela picada de pulgas. As condições de higiene da época era bastante precárias ou inexistentes, o que atraia muitos roedores e consequentemente estes abrigavam pulgas.


Hábitos de higiene são indiscutíveis em qualquer época, sobre qualquer situação, durante a pandemia que vivemos, esses hábitos devem ser redobrados. Uma simples ação de lavar as mãos com frequência pode reduzir ou até mesmo eliminar as chances de contagio. O álcool em gel é outro importante aliado quando por um motivo ou outro não podemos lavar as mãos, e também na desinfecção de objetos e produtos. A higienização correta das máscaras é outra questão de extrema importância na manutenção da saúde de seus usuários. As máscaras devem ser feitas de tecido, com espessura segura, mas que fique o mais confortável possível para respirar. Devem ser colocadas e retiradas pelo o elástico das laterais, sem manusear a parte da frente da máscara, e se for necessário arrumá-la no rosto, que isso seja feito pelas pontas superior e inferior da máscara, evitando ao máximo tocar na frente dela. Máscaras devem ser trocadas a cada duas horas de uso, ou se acaso sujarem ou molharem, mesmo que antes desse tempo, recomenda-se a troca. Devem ser lavadas com água sanitárias e guardadas em local limpo e fechado. Não se deve compartilhar máscaras, mesmo estando limpas, ou seja, cada um deve ter a sua e sempre antes de usá-la deve-se chegar se a mesma está em boas condições de uso, se está limpa e sem rasgos.

Evas com K concorda quão glamoroso pode ser um baile de máscaras, com aquelas mulheres e homens bem vestidos, com máscaras de olhos, trazendo toda uma sensualidade e mistério. Contudo as máscaras de proteção devem ser usadas cobrindo boca e nariz, não são máscaras de olho, testa e pescoço, muito menos sendo carregadas pelos elásticos como se fossem bolsinhas de mão. Vamos nos unir e passar isso juntos, mas para isso cada um precisa fazer sua parte. Seja responsável, cuide de você, cuide dos demais.



Fontes:

https://www.coladaweb.com/cultura/historia-das-mascaras

http://lounge.obviousmag.org/anna_anjos/2013/11/a-origem-da-mascara.html

https://www.dw.com/pt-br/a-vida-por-tr%C3%A1s-de-m%C3%A1scaras-na-china/a-42225043

https://www.natgeo.pt/historia/2020/03/os-medicos-da-peste-usavam-mascaras-com-bicos-estranhos-porque

https://www.historiadomundo.com.br/idade-media/peste-negra.htm

https://www.infoescola.com/artes/historia-das-mascaras/

https://ndmais.com.br/saude/de-rituais-a-protecao-historia-das-mascaras-ao-longo-do-tempo/



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