Educação sexual nas escolas.
- Evas com K

- 25 de ago. de 2020
- 2 min de leitura
Diante de tantas histórias inacreditáveis de abuso sexual infantil, a sociedade discute sobre ensinar ou não sobre educação sexual para as crianças nas escolas. Educação sexual é um tema polêmico e de muitas divergências de opiniões, no entanto é importantíssimo colocar a criança como o foco, como a base para essa discussão. É necessário antes de tudo entender que elas são sujeito de direitos. O ECA – Estatuto da criança e do adolescente, é bem claro quanto ao lugar que a criança ocupa na sociedade, e prevê, entre outras questões, a proteção de crianças e adolescentes contra qualquer tipo de violência, seja física, psicológica ou sexual. Pode-se estender essa proteção no sentido da informação.

A educação sexual vai muito além da abordagem reprodutiva e o ato sexual. A intenção é que a aprendizagem seja nos aspectos cognitivos, físicos, emocionais e sociais da sexualidade. O documento Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, da UNESCO, de 2018 aborda todos esses quesitos, com o objetivo de desenvolver conhecimento, habilidades e valores éticos sobre relacionamentos, sexo e reprodução para os jovens. Em contrapartida, o Artigo 224 do Código Penal brasileiro presume a existência de violência em qualquer relação com indivíduo menor de 14 anos de idade. Então fica a questão: Qual seria a idade correta e quem iniciaria o tema da educação sexual para as crianças? Levando em consideração dados estatísticos, de que a maioria dos abusos acontecem na residência das mesmas e o agressor é o pai ou padrasto, como dizer que a educação sexual é dever da família? Com certeza a escola tem um papel fundamental nessa discussão. Em geral, a tarefa de ensinar a sexualidade fica a cargo dos professores de Biologia, que acabam tratando apenas do ponto de vista reprodutivo.

No entanto, toda criança tem direito a informação de qualidade a respeito das questões sexuais humanas e conhecer e compreender o próprio corpo, com isso ter a capacidade para entender quando alguns limites estão sendo ultrapassados e saber como agir quando precisar de ajuda. O senso comum muitas vezes julga que uma orientação sobre a sexualidade talvez antecipe a vida sexual ou confunda os indivíduos com relação ao gênero, no entanto, especialistas são claros em afirmar que a educação sexual é importante e faz parte da construção humana.
“Dizer que não se fala sobre sexualidade nas escolas é o mesmo que dizer que não se ensina cuidado e proteção do corpo para crianças. Educação sexual não é ensinar sexo. É falar sobre o corpo, e a partir de determinada idade falar também sobre sexo. É importante também entender que falar sobre sexo é muito diferente de ensinar a fazer sexo”, esclarece Ilana, psicanalista e doutora em Psicologia e Educação pela Faculdade de Educação da USP.
Um futuro feliz é resultado de um passado bem orientado. Educar sempre é o melhor caminho!
Imagens: https://www.editoracaqui.com.br
Referências:
https://www.todospelaeducacao.org.br/conteudo/para-que-serve-a-educacao-sexual-na-escola/
https://www.scielosp.org/article/sdeb/2015.v39n107/1092-1104/#:~:text=Dessa%20forma%2C%20embora%20o%20ECA,poss%C3%ADveis%20viol%C3%AAncias%20de%20natureza%20sexual.
http://crianca.mppr.mp.br/2020/03/231/ESTATISTICAS-Tres-criancas-ou-adolescentes-sao-abusadas-sexualmente-no-Brasil-a-cada-hora.html
https://agenciaaids.com.br/noticia/educacao-sexual-para-criancas-qual-e-a-melhor-forma-de-tratar-o-tema/
https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Desenvolvimento/noticia/2019/05/como-falar-sobre-sexualidade-com-seu-filho.html#:~:text=EDUCA%C3%87%C3%83O%20SEXUAL%20NA%20ESCOLA,surge%20nas%20salas%20de%20aula.




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